domingo, 8 de maio de 2011

" O quanto de mãe chinesa há em mim ? "



Em comemoração ao seu aniversário de um ano o blog " Mãe é tudo igual " através de sua autora Vanessa Anacleto  lançou uma promoção onde para participar temos que  escrever um artigo com  o tema : O quanto de mãe chinesa há em mim?  

Esse tema surgiu do livro O grito de guerra da mãe tigre da professora universitária Amy Chua, que narra sua experiência em educar suas filhas através do método chinês de cobrança de excelência permanente vivendo na América e sendo seu um judeu americano. Para se educar como uma mãe chinesa você precisa seguir e pensar que :

1- os deveres escolares são sempre prioritários;
2- um A-menos é uma nota ruim;
3- seus filhos devem estar dois anos à frente dos colegas de turma em matemática;
4-os filhos jamais devem ser elogiados em público;
5- se seu filho algum dia discordar de um professor ou treinador, sempre tome partido do professor ou do treinador;
6- as únicas atividades que seus filhos deveriam ter permissão de praticar são aquelas em que pudessem ganhar uma medalha;
7- essa medalha deve ser de ouro.


Antes de responder a pergunta procurei pesquisar sobre o livro da Amy Chua, uma mãe radical que decide criar as filhas, Sophia e Lulu, à moda chinesa. As mães-tigres vêm à infância como um período de treinamento. Para Sophia e Lulu, isso significa aulas de mandarim, exercícios de rapidez de raciocínio em matemática e duas ou três horas diárias de estudo de seus instrumentos musicais e sem folga nas férias, e com sessões duplas nos fins de semana. O livro procura expor o choque das visões de mundo oriental e ocidental no que diz respeito à criação dos filhos.

Percebi que este livro está sendo levado muito a sério e confesso que fiquei chocada com o que pesquisei. Depois de se tornar a inimiga número um das filhas essa mãe mostra que é doente. Compra uma cadela onde ela se encanta com o bichinho. Começa a fazer mil pesquisas sobre aquela raça, e a praticar exercícios , obsessivamente, como de praxe para que a sua cadela esteja entre o Top 5 dos espécimes mais inteligentes da raça!


Olhando dentro dos moldes da educação que recebi e que procurei transmiti ao meu filho vejo a educação chinesa como um abuso. Dentro das nossas leis essa mãe chinesa estaria presa por maus tratos a menores. Não consigo aceitar esse tipo de conduta que fere a todos princípios básicos de uma boa educação.


Educar um filho não é tão fácil quanto parece , mas deve haver liberdade, diálogo e criando limites que são necessários para que aprendam a saber o que é certo e errado. Os pais precisam mesmo é saber do que os filhos são capazes, acompanhar o que eles estão desenvolvendo, ficar de olho em suas tarefas para saber se está fazendo direito ou se estão enrolando e sendo negligentes.

Acompanhar, orientar e até aprender com eles porque muita coisa os pais não são obrigados a saber. Uma Educação saudável sem criar bloqueios ou traumas procurando ensinar a procurar fazer sempre o melhor e se não consegue continuar tentando. Uma educação onde saibam o seu limite e Introduzindo as noções de responsabilidade e respeito. Quando falamos em liberdade, falamos em respeito ao outro e em respeito a si mesmo.

Não vejo quase nada em mim de mãe chinesa porque apesar de ter sido educada numa época onde a educação era mais rígida, onde a necessidade de colocar limites sempre foi muito questionada, tanto pelos filhos como pelos pais. Tempos que além dos duros limites, a educação era constituída de regras e proibições. Exigia-se da criança, do adolescente e mesmo dos adultos, total submissão e resignação. A liberdade em expressar suas idéias e pontos de vista confundia-se com desrespeito aos mais velhos. Esse modelo de educação trouxe muitos problemas e resultou em muitos adultos inseguros e até mesmo revoltados.

A proposta para educar é possibilitar a livre expressão dos potenciais e da espontaneidade infantil. Respeitar a criança em seus desejos e necessidades esperadas para a idade, por exemplo, a curiosidade perante o novo, a inesgotável energia de vida e muito mais.

O pouco que posso dizer que tenho de mãe chinesa seria quando meu filho ainda pequenino sempre elogiava seus desenhos, suas gracinhas imitando os artistas, suas piadas mal contadas que babava de rir que as palavras eram cuspidas no meio delas. Claro que batia palmas e elogiava sem exigir perfeição e acho isso uma forma de incentivo, de carinho.

Li um post no blog Estrelas da Myriam cujo título me chamou atenção “Mãe tigre. Mãe? E a Myriam colocou uma frase que acho que resume bem “Sinceramente não conseguiria me adequar a esse tipo de conduta; para mim é como se eles estivessem no exército em guerra contra eles mesmos.”

Depois de conseguir escrever algumas linhas para fazer esse artigo o que mais desejo é ter a sorte de ganhar este livro e poder ler com bastante atenção e tirar uma conclusão mais com os pés no chão. Caso contrário já coloquei na pauta dos livros que quero ler.

Mesmo assim achei muito útil e gratificante poder participar desta promoção e poder aprender um pouco mais sobre a arte de educar.

Essa  é só para relaxar!!!

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aqui e  aqui

4 comentários:

  1. Bom dia Amiga Irene!!!

    É mãe? Aff!

    Já tinha ouvido falar no livro, só de ouvir já tinha ficado com péssima impressão... Deu vontade de perguntar para as filhas chinesas se elas são felizes (será que elas podem responder livremente?).

    Temos que educar e preparar nossos filhos para vida, não para ele ser melhor em tudo, a aprendizagem está muito relacionada com erros e acertos.

    Post excelente!

    Uma semana luz para vc.

    Beijoooooooooooo

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  2. Que interessante isso,Irene.

    Não concordo com esse tipo de educação mas valeu conhecer outra realidade! um beijo,linda semana,chica

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  3. Oi Irene,

    Não conheço o livro. Conheço algumas histórias de atletas chineses maltratados por seus técnicos após derrotas em competições internacionais. Pelo visto é a norma da educação por lá!

    Obrigada pela informação.
    bjoss

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  4. Desde que ouvi falar dessa mãe chinesa, li vários artigos e até uma entrevista com ela, e minha pergunta é a mesma Myrian "Mãe Tigre, Mãe?". Ela mais me parece um sargento sádico e nazista. E principalmente é uma pessoa que não tem o mínimo respeito pelo outro e isso inclui as filhas! Não tenho nada de mãe tigre, criei minhas filhas com muita educação, talvez até mais rigida que as dos colegas, mas acima de tudo as respeitei e deixei que elas tivessem infância. Também pretendo ler o livro, mas com certeza vai ser para "brigar" com ele,rs
    bjs
    Jussara

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